
DESDE SEMPRE, PROCURAMOS ALGO MAIOR DO QUE NÓS.
Ao longo da vida, vamos aprendendo a sobreviver, a relacionar-nos e a compreender o mundo. Dessa experiência construímos uma identidade, uma forma de pensar e um lugar a partir do qual aprendemos a viver.
E, algures nesse caminho, começamos a perguntar se viver será apenas isso.
01 — SOBREVIVER
Quem me tornei, porquê e para quê?
O processo começa no presente: no que está a acontecer, no que deixou de funcionar e no que precisa de mudar. Nesta primeira fase, a pessoa começa também a compreender melhor como funciona — o corpo, as emoções, os pensamentos e a forma como todos eles se relacionam — adquirindo conhecimento e ferramentas de auto-observação que irão apoiar as fases seguintes.
A partir daí, torna-se possível reconhecer os padrões que se repetem e compreender as formas de pensar, sentir e agir que foram sendo construídas ao longo da vida para responder às situações e adaptar-se a elas.
Reconheço quem me tornei para me adaptar.

02 — COMPREENDER
O que experimentei para me tornar assim?
Aos poucos, o processo aproxima-se das experiências, das memórias e dos significados que lhes foram sendo atribuídos. Torna-se possível compreender como determinadas vivências e relações contribuíram para a construção de crenças, pressupostos, estratégias e formas de interpretar o mundo.
Ao revisitar essas experiências com os recursos, o conhecimento e a maturidade do presente, torna-se possível atribuir-lhes novos significados e começar a distinguir o que aconteceu daquilo que se aprendeu a acreditar sobre si a partir do que aconteceu.
Compreendo o que experimentei e os significados que construí.
03 — RECONECTAR
Agora já é possível fazer diferente? Como?
Compreender intelectualmente não é suficiente. O organismo precisa de experimentar novas possibilidades e viver novas experiências para poder construir formas diferentes de interpretar e responder.
Através da autorregulação, da neuroplasticidade e da criação de novas associações neuroquímicas, torna-se possível retomar capacidades que ficaram condicionadas ao longo do desenvolvimento — espontaneidade, curiosidade, confiança, expressão natural e capacidade de escolha.
Aos poucos vão se abrindo novas possibilidades.
Experimento outras possibilidades de resposta.
04 — INTEGRAR
Quem escolho ser a partir daqui?
A história não precisa de ser apagada para deixar de influenciar o presente. À medida que integra o que viveu, as aprendizagens e os recursos adquiridos, a pessoa desenvolve uma consciência mais atual de quem é — e começa também a reconhecer aquilo que deixou de ser para conseguir sobreviver e adaptar-se.
A partir do lugar do Observador, aumenta a distancia entre o estímulo e a resposta e, com ela, a liberdade para escolher, relacionar-se e posicionar-se no mundo de uma forma mais consciente e madura.
A história permanece, mas já não me limita, enriquece-me.

E DEPOIS?
À medida que a consciência se amplia, a vida deixa de ser apenas aquilo que aprendemos a fazer para sobreviver e adaptar-nos. Começa a surgir espaço para reconhecer algo mais essencial... quem somos para além das histórias, dos medos e das estruturas que fomos construindo.
Mas o processo não termina aqui. À medida que aumenta a capacidade de observar, escolher e experimentar a vida de outras formas, abrem-se também novas possibilidades de desenvolvimento e de consciência.
Na Pirâmide da Consciência, este percurso desenvolve-se através de sete níveis.
A cada nível, abre-se um novo patamar de consciência.
O próximo passo é uma conversa.
Vamos compreender a situação, o que precisa de mudar
e para onde queremos seguir?
